domingo, 6 de junho de 2010

Vizinha de cima

Claro que para abrir este blog, nada mais justo que homenagear a minha vizinha de cima. A constante necessidade de demonstrar sua presença é percebida através dos seus passos de elefante e arremessos de portas. Isso sem falar da forma sutil com que fecha a veneziana de enrolar das janelas e puxa as cortinas. Às vezes acho que é no meu apartamento.

Apesar de várias conversas e de quase chorar de emoção quando consegui alguns dias de paz, percebi que o problema estava longe de acabar. Cheguei a acreditar que o problema fosse a espessura da laje e que o barulho vinha do apartamento em cima do dela. Mas quando eles saem ou viajam, a paz é tão grande que eu me ajoelho e rezo.

Só que quando voltam, eu percebo na hora, pelas portas arremessadas, pela criança que só corre e outros barulhos piores. A criança tem cerca de 4 anos, e quando não está chorando, urra. Sim, ela grita sem parar por aproximadamente meia hora seguida. Pelos horários, grita para comer, tomar banho, acordar e dormir. E outros aleatórios.

É duro acordar ao som de portas batendo e dormir ao som de urros de criança e objetos arremessados no chão. No início, os barulhos iam até 1:30 da madrugada, agora param por volta das 23:00. Mas sempre há uma tampa de privada sendo arremessada no meio da madrugada.

Há dias piores, outros melhores. Neste feriado a criança deve ter viajado, pois só ouço as portas e a tampa da privada. Para mim é a glória.

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